Segundo a diretora da instituição, Thaynara Vargas, o motivo repassado a eles pela Secretaria de Educação da cidade seria a adequação à Lei Federal que pagaria um terço de hora atividade. Justificativa que, para eles, não é o suficiente, uma vez que o salário dos professores municipais é pago através de recursos adquiridos pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb):
— Dependendo do plano de carreira e da classe que eles estão, isso representa cerca de R$ 500 a R$ 850. Para quem já está aqui há mais tempo, esses 20% representam mais. O Fundeb tem recurso para pagar com os 20%, então este dinheiro não está fazendo falta para a prefeitura — relata a diretora.
Agora, os professores afetados estão recorrendo ao pagamento da porcentagem de unidocência individualmente na Justiça. Ao todo, a cidade possui 30 professores municipais, e pelo menos metade foi atingida pela mudança. A reportagem tentou contato com a secretaria de educação de Silveira Martins, mas até o momento não obteve retorno.
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MANIFESTO
Na foto, os professores Michelli Radiske e Vagner Schmidt durante a manifestação no giro ciclístico.
No sábado (28), durante a atividade Giro Ciclístico promovido pela EMEF João Frederico Savegnago, os professores se manifestaram contra o corte de bonificação. Nas bicicletas, eles exibiam cartazes com as frases “cadê os 20% da unidocência?” e “não queremos mais que os nossos direitos”.
Eduarda Costa, [email protected]
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